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Entenda a diferença entre os tapetes persa e turco

18/06/2013 Entenda a diferença entre os tapetes persa e turco Nitidez da estampa, resistência do fio e qualidade da matéria-prima são aspectos que ajudam a reconhecer melhor o produto. Conheça os diferentes tipos Rede Globo/Divulgação Personagem Mustafá apresenta sua loja de tapetes na novela "Salve Jorge"  "Salve Jorge" levantou a polêmica: afinal, será que os tapetes que chamamos de persa são, de fato, turcos? Fomos atrás dos especialistas no assunto para esclarecer a questão e descobrimos que a história não é bem assim. E que para diferenciar um tapete de outro é preciso uma análise cuidadosa de materiais, estampas, resistência da malha e qualidade da matéria-prima. 

“A densidade de um tapete artesanal está relacionada à quantidade de nós na malha. Quanto mais apertados e numerosos forem os nós, mais denso e resistente ficará o tecido”, diz Marcílio Marques, gerente geral da Vitrine. “Já a matéria-prima deve ser bem produzida e passar por um tingimento adequado, sem afetar a qualidade do produto.” Saiba mais:  Como nasce um tapete Confira na galeria de fotos abaixo 23 modelos de incríveis tapetes para decorar a casa:           O tapete de Retalhos, feito com redes de pesca por Nara Guichon, custa R$ 110 (m²). Foto: Divulgação 1/23   Além de ser mais resistente, um tapete com muitos nós possui desenhos com mais definição. Para se ter uma ideia, os modelos orientais apresentam, em média, 50 nós por cm², sendo bastante duráveis. A maneira como um nó é confeccionado também diz muito sobre o tapete. A técnica turca, por exemplo, é feita em movimentos contínuos e circulares – dois fios para cada urdidura (linha vertical do tear). De modo diferente, o nó persa é mais simétrico e tem apenas um fio em cada urdidura, ficando menos resistente. A confecção da malha ainda pode revelar se o tapete foi tecido manualmente ou não. A maioria dos artesanais apresenta franjas, indicando o trabalho com os nós na urdidura interna. Outro fator que ajuda na hora de diferenciar os produtos é analisar a textura dos materiais. Os tapetes feitos industrialmente não possuem nós e, por isso, recorrem a resinas para deixar a pelagem firme. “Os artesanais demandam mais tempo de produção, custam caro e são bastante valorizados”, diz Guiliana Michelino, designer da Oka Design Tapetes Contemporâneos. Tradição e antiguidade são alguns dos aspectos que valorizam um tapete. Os modelos persas, por exemplo, estão entre os mais caros do mundo e seu metro quadrado pode alcançar a marca dos US$ 15 mil. “Para reconhecer um legítimo persa, o truque é observar se o verso é nítido e idêntico ao trabalho frontal”, afirma Navid Rasolifard, proprietário da Tabriz Collection. Quanto aos materiais usados, é comum encontrar modelos de lã, algodão e seda (mesmo sendo pouco resistente). 

Quer saber mais detalhes sobre tapetes? Confira abaixo as principais características dos modelos comercializados: Persa: modelos confeccionados no Irã, antiga Pérsia, que registram sua marca por meio de desenhos geométricos, medalhões e florais. As cores mais usadas são vermelho, amarelo e azul. É comum a presença de algodão e lã no corpo do tapete e seda no contorno dos desenhos. Indiano: os tapetes não possuem tanta nitidez nos desenhos, mas abusam de florais nas estampas. Para os materiais, eles recorrem a uma mistura de viscose (substituto popular da seda) e lã. Apresentam bastante resistência. Turco: de cores primárias vivas e fortes, os modelos fabricados na Turquia são repletos de figuras geométricas, animais e imagens de jardins. Os exemplares mais antigos recorrem à lã como material básico. Europeu: um típico exemplo é o modelo Aubusson, criado no século 18 na França, que prioriza desenhos de arranjos florais. A estética é baseada em tonalidades neutras e estampas clássicas . Asiático: os modelos chineses buscam no movimento e na maciez seu trunfo de venda. Por isso, capricham no uso de fios altos (com mais de 10 centímetros) e buscam escolher as cores da moda. Novos materiais Mesmo com a tradição de materiais como lã, algodão e seda na confecção de tapetes, hoje é possível encontrar alternativas no mercado. Modelos de nylon, juta, bambu, sisal e linho oferecem boas opções e já mostram sua força. Um exemplo disso é o trabalho de Nara Guichon. A designer busca um diferencial nos tapetes de algodão com redes de pesca de um centímetro de largura. “Trabalhamos o material reciclado no ateliê até chegar à largura ideal. As redes são resistentes e nos permite criar produtos personalizados”, afirma.  
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